É dificil imaginar que
os mesmos caras que escrevem, e são responsáveis, por American
Horror Story são as mesmas pessoas que escrevem ''Glee''. Ryan
Murphy e Brad Falchuck e toda a perversidade que os assombra,
escreveram uma das melhores temporadas dos últimos tempos.
''Asylum'', o segundo ano da antropológica e premiada cria de Ryan,
foi um grande acerto na carreira de ambos. Além de nos proporcionar
uma história psicodelica, absurda, angustiante e sombria, ainda
revelou (mais) o talento de alguns atores que pouco destaque tiveram
no primeiro ano como Zachary Quinto e a impecável e visceral Sarah
Paulson.
Os acontecimentos do último episódio de ''Asylum'' são a
prova de que a dupla está em seu melhor momento e que a série é,
atualmente, uma das melhores coisas na TV paga americana. Ainda que
nem todas as respostas tenham sido respondidas (o que não me
incomodou nenhum pouco) o lado ''humanoíde'' de Ryan se fez presente
no desfecho desse segundo ano. Todos os personagens, de uma maneira
ou de outra, tiveram seus fins, e de maneiras extramemente comuns.
Ainda que ''Asylum'' não tenha sido sobre vida, morte, o desefecho
da história deixou pra trás todo o sangue, o gore e os absurdos que
aconteceram durante a temporada. E que temporada! Deliciosa do começo
ao fim, ainda que o ritmo tenha caído nos episódios finais, o
último capítúlo da saga de Lana Banana x Bloodie Face foi coisa de
cinema.
No episódio final de quase uma hora de duração, Lana,
velhinha, em entrevista a uma jornalista explica tudo o que aconteceu
quando resolveu fechar Briarcliff. Sister Jude, Kit, os outros dois
grandes protagonistas dessa história também tiveram seus finais
revelados ali pela antiga companheira de confinamento. A cena que
fecha o episódio com a morte de Jhonny, o filho de Tredson, é
bonita, choca e destaca o talento de Sarah Paulson que foi
extremamente única e competente nessa segunda temporada.
E quem se
importa com os ET's quando se o que temos diante de nossos olhos é
apenas uma história de luta, garra, ambição, sobrevivência e cumplicidade? Ninguém.